A Literatura Apocalíptica é um gênero literário que encontra representantes tanto na literatura canônica, quanto fora dela.
Na literatura canônica, destaca-se Daniel no Antigo Testamento; e o Apocalipse de João no Novo. Naturalmente, existem outros textos com características nitidamente apocalípticas como mencionaremos na seqüência deste trabalho.
Na literatura extra canônica existem vários exemplos do gênero, citamos: O Apocalipse de Baruc, o Livro dos Jubileus, os Oráculos Sibilinos, os Salmos de Salomão, a Assunção de Moisés, o Apocalipse de Enoque, a Vida de Adão e Eva, o Apocalipse de Abraão, o Apocalipse de Pedro, o Apocalipse de Paulo, o Apocalipse de Tomé, e o Pastor de Hermas.
A literatura apocalíptica distingue-se da profecia por vários aspectos, entre eles mencionamos: o caráter esotérico, o sofrimento dos santos aliado aà esperança de libertação final mediante intervenção divina, grande julgamento intervindo na história, a vinda do futuro não como conseqüência do presente, e a visão dos ímpios como adversários de Deus. Outras características são: conflito cósmico, combate entre dois adversários fortes, relato em forma de visão, e atribuição de autoria a um famoso personagem do passado.
1.1 Origens do Gênero Apocalíptico
"A literatura apocalíptica foi o resultado de uma esperança invencível e indestrutível que tomou conta do coração do povo de Deus, em época de crise." [1]
Se fizéssemos uma vasta pesquisa nos exemplos citados, inclusive entre os não canônicos, perceberíamos quanto a literatura apocalíptica se faz presente como fator gerador de esperança entre aqueles que passam dificuldades.
No ano 586 aC.C., Jerusalém havia sido destruída, e as elites israelitas estavam exiladas; Neste contexto surge um movimento reformador com duas tendências, que são antecessoras daquele que ficou designado como apocalíptico.
A primeira foi dirigida pelo grupo sacerdotal sadoquita, de tendência hierocrática, seu projeto era a reconstrução do Templo e do culto, como meios de restauração do povo. Sua contribuição para o movimento apocalíptico, e o gênero literário que ele criou, foi uma simbologia que se contrapunha ao mundo imperial persa, e uma linguaguem bem peculiar. Essa simbologia tornou-se uma das características mais evidentes do gênero apocalíptico.
A segunda, caracterizada pelo profetismo popular, baseava-se na escatologia apocalíptica do Dêutero-Isaías, e visava a reconstrução do povo sem necessariamente reconstruir as estruturas. O movimento apocalitííptico é a continuação histórica desta tendência.
Por volta de 90 d.C., a Igreja cristã começou a sofrer perseguição de forma mais intensa por parte do Império Romano. Uma vez mais, em uma situação de crise fez-se uso do gênero apocalíptico para confortar o povo, e assegurar-lhe a esperança da intervenção divina em seu favor.
Como podemos observar, a Literatura Apocalíptica surgiu como uma resposta, uma reafirmação da certeza de que apesar das dificuldades momentâneas, no final, Deus conduziria seu povo à vitória; e ainda, da necessidade de divulgar as mensagens de Javé por meio de símbolos, uma vez que o Seu povo se encontrava em perigo, o que se tornou uma espécie de marca registrada do gênero.
1.2 A Apocalíptica no Antigo Testamento
No Antigo Testamento, encontramos alguns representantes deste gênero, dentre eles destaca-se - até por ser o maior - Daniel, cujo "autor reviu a história da época do exílio ao seu momento presente. Ele pretendia confortar e encorajar seu povo (...) o próximo passo só poderia ser a intervenção pessoal de Deus em seu favor."[2] O que indica a apocalipticidade do texto.
O encorajamento ao povo tão necessário em uma hora de crise, contribuiía para enfatizar a idéia do remanescente fiel, bem como nutrir a esperança messiânica; o que é perceptível mais adiante, quando no tempo do Novo Testamento alguns nutriam expectativas messiânicas em relação a Cristo. Convém esclarecer, que esse messianismo presente naquela região, carregava consigo fortes conotações políticas.
1.3 A Apocalíptica no Novo Testamento
No Novo Testamento encontramos o maior, e mais típico representante deste gênero - exceção feita aà questão da autoria que não é atribuída a um distante personagem do passado, mas ao Apóstolo João - O Apocalipse de João, que retrata a perseguição da Igreja, e a sua vitória associada à do seu Mestre que ressuscitou.
Outros textos, com indicações deste gênero no Novo Testamento, são: Marcos 13; Mateus 24-25; Lucas 21.5-36; 1 Tessalonicenses, especialmente 4.13-5.11; 1 Coríntios 15; Gálatas 1; Romanos 1-8; 2 Tessalonicenses 2.1-12; Efésios 6.10-20; Judas.
Como constatamos pela exposição acima, o gênero literário apocalíptico, tem representantes também fora das fronteiras canônicas; e, à época em que surgiu o Cristianismo, já era conhecido; eventualmente, a Igreja cristã fez uso dele para conservar e propagar a sua mensagem, quando os poderes dominantes a ela se opuseram.
Para os cristãos - como para os judeus havia sido no passado, e de certa forma ainda o era no primeiro século - a apocalíptica foi uma forma de resistir às dominações que se impunham, ao tempo em que as forças para resistir eram renovadas.
Isso nos conduz a uma reflexão sobre o momento presente, e suas dificuldades; bem como sobre o grande desafio para a Igreja, sobre como prosseguir em sua caminhada rumo a eternidade apesar das grandes dificuldades que ela enfrenta às vesperasvésperas das comemorações do jubileu do nascimento de Jesus Cristo.
Comemoramos dois mil anos do nascimento de Cristo, com o Cristianismo dividido em três grandes ramos - católico, ortodoxo e protestante - juntos, seus fiéis espalham-se por metade do planeta. Se analisados individualmente, observaremos subdivisões - igrejas nacionais, denominações, ordens, ... - e tanto entre elas, quanto entre os ramos maiores identificaremos perseguidores e perseguidos; aqueles que em nome da fé se armam, lutam e matam apesar de cristãos; como é o caso do conflito entre o Exército Republicano Irlandês, formado por católicos, e o governo britânico da Irlanda do Norte, de orientação Anglicana.
Encontraremos ainda, aqueles que lutam pela sua sobrevivência como cristãos em meio a outras religiões, como é o caso dos cristãos que residem em países árabes. Esses últimos, podem a exemplo dos primeiros cristãos, encontrar na literatura apocalíptica esperança para prosseguir em sua caminhada, apesar dos graves problemas e dificuldades que enfrentam como cidadãos, nas sociedades em que estão inseridas as suas igrejas.
[1] SANTOS, João Ferreira - A Mensagem do Apocalipse Hoje - Conferência nº 10; Recife, 1996. p.2
[2] GABEL, John B.; WHEELER, Charles B. - A Bíblia Como Literatura, uma introdução - p.124.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
DEUS EM TUDO E EM LUGAR NENHUM
DEUS EM TUDO E EM LUGAR NENHUM
Alfrêdo Oliveira[1]
Vez por outra acompanhamos na imprensa nacional, em alguns artigos, e pela Internet, críticas à utilização da motivação religiosa – seja o nome de Deus, de Jesus Cristo, ou de adesivos com mensagens cristãs – em tudo. Desde o atleta que é associado a alguma igreja, e quer divulgar a sua fé, até ao uso de adesivos que parecem invocar proteção divina. Antes de reagirmos, precisamos nos perguntar se as críticas procedem, e se indicam uma banalização da fé através da massificação do nome de Deus, como se ele fosse um amuleto.
Temos o direito de exercitar a nossa fé, e de divulgar a nossa mensagem a todos os brasileiros e brasileiras; defendemos há séculos a liberdade religiosa e a separação entre a igreja e o estado. É fácil detectarmos em sociedades não-cristãs a violação destes princípios que nos são tão caros, e que se revelam em sociedades geralmente autoritárias, e autodenominadas teocráticas: a privação da liberdade de culto, de expressão, e a intervenção da religião no estado. Precisamos usar o mesmo peso (Dt. 25.13), e a mesma medida (Lc. 6.38) ao avaliarmos a nossa inserção na sociedade, e a forma como exercitamos e divulgamos a nossa fé. Não devemos tolher a liberdade religiosa de quem quer que seja, por mais que discordemos da religião praticada. Não devemos usar nossa influência para impor a não cristãos em locais públicos, símbolos que são significativos apenas para os cristãos. Os símbolos podem, e devem ser usados por aqueles para os quais eles têm valor.
Deus em tudo e em lugar nenhum, resume a idéia do nome de Deus usado sem nenhum critério ou finalidade, apenas para constar. Atualmente o nome de Deus aparece desde a Constituição Federal até ao vidro traseiro do transporte alternativo, mas, o fato é que não ocupa lugar no coração das pessoas. Testemunhemos o Evangelho usando os recursos disponíveis, mas não ajamos de forma proselitista, e em alguns casos até agredindo a fé de outras pessoas. Não façamos aos outros o que não queremos que nos façam.
Antes de reagirmos às críticas que são feitas a um cristianismo que tem se revelado nominal e festivo, precisamos, a exemplo do que acontece na celebração da Ceia do Senhor, procedermos a um auto-exame e verificarmos se de fato algumas das críticas não têm fundamento, e se Deus, apesar de estar em tudo, não está ocupando lugar nenhum, e está tendo seu nome usado indevidamente.
[1] Membro da Igreja Batista da Capunga (Recife-PE); Pastor Batista há onze anos; casado com a Prof. Lídia Moraes Oliveira e pai de Anália Moraes Oliveira. O Pastor Alfrêdo é membro da CDC-CBPE (Coordenadoria de Desenvolvimento Cristão da Convenção Batista de Pernambuco); Professor do STBNB (Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil) e da AMESPE (Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco); Bacharel e Mestre em Teologia. Texto publicado originalmente no Jornal "O Batista Pernambucano em 2003.
Alfrêdo Oliveira[1]
Vez por outra acompanhamos na imprensa nacional, em alguns artigos, e pela Internet, críticas à utilização da motivação religiosa – seja o nome de Deus, de Jesus Cristo, ou de adesivos com mensagens cristãs – em tudo. Desde o atleta que é associado a alguma igreja, e quer divulgar a sua fé, até ao uso de adesivos que parecem invocar proteção divina. Antes de reagirmos, precisamos nos perguntar se as críticas procedem, e se indicam uma banalização da fé através da massificação do nome de Deus, como se ele fosse um amuleto.
Temos o direito de exercitar a nossa fé, e de divulgar a nossa mensagem a todos os brasileiros e brasileiras; defendemos há séculos a liberdade religiosa e a separação entre a igreja e o estado. É fácil detectarmos em sociedades não-cristãs a violação destes princípios que nos são tão caros, e que se revelam em sociedades geralmente autoritárias, e autodenominadas teocráticas: a privação da liberdade de culto, de expressão, e a intervenção da religião no estado. Precisamos usar o mesmo peso (Dt. 25.13), e a mesma medida (Lc. 6.38) ao avaliarmos a nossa inserção na sociedade, e a forma como exercitamos e divulgamos a nossa fé. Não devemos tolher a liberdade religiosa de quem quer que seja, por mais que discordemos da religião praticada. Não devemos usar nossa influência para impor a não cristãos em locais públicos, símbolos que são significativos apenas para os cristãos. Os símbolos podem, e devem ser usados por aqueles para os quais eles têm valor.
Deus em tudo e em lugar nenhum, resume a idéia do nome de Deus usado sem nenhum critério ou finalidade, apenas para constar. Atualmente o nome de Deus aparece desde a Constituição Federal até ao vidro traseiro do transporte alternativo, mas, o fato é que não ocupa lugar no coração das pessoas. Testemunhemos o Evangelho usando os recursos disponíveis, mas não ajamos de forma proselitista, e em alguns casos até agredindo a fé de outras pessoas. Não façamos aos outros o que não queremos que nos façam.
Antes de reagirmos às críticas que são feitas a um cristianismo que tem se revelado nominal e festivo, precisamos, a exemplo do que acontece na celebração da Ceia do Senhor, procedermos a um auto-exame e verificarmos se de fato algumas das críticas não têm fundamento, e se Deus, apesar de estar em tudo, não está ocupando lugar nenhum, e está tendo seu nome usado indevidamente.
[1] Membro da Igreja Batista da Capunga (Recife-PE); Pastor Batista há onze anos; casado com a Prof. Lídia Moraes Oliveira e pai de Anália Moraes Oliveira. O Pastor Alfrêdo é membro da CDC-CBPE (Coordenadoria de Desenvolvimento Cristão da Convenção Batista de Pernambuco); Professor do STBNB (Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil) e da AMESPE (Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco); Bacharel e Mestre em Teologia. Texto publicado originalmente no Jornal "O Batista Pernambucano em 2003.
MATEUS O EVANGELHO DO REINO
A vida de Jesus Cristo está registrada na história da humanidade de forma inequívoca. Até na forma do mundo ocidental contar o tempo, em antes e depois de Cristo, vemos a profunda influência por Ele exercida.
Nas Escrituras Sagradas, encontramos quatro evangelhos que representam pontos de vistas, a partir dos quais, a vida, morte e ressurreição do Senhor, foram contados. Dentre eles, os três primeiros são chamados sinóticos em virtude da semelhança que apresentam. Neste trimestre, estaremos estudando o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Mateus, também conhecido como o Evangelho do Reino.
Data, Local e Autor do Evangelho
Para entendermos melhor qualquer texto, convém uma referência aos seus aspectos bibliográficos.
Com relação ao Evangelho segundo Mateus, existe um consenso estabelecido desde os pais apostólicos, que ele teria sido escrito "... antes de 70, com maior probabilidade durante os anos 60".1 Posteriormente, até quando esta data foi questionada, o Evangelho continuou situado dentro do primeiro século.
Sendo escrito no ano 60 dC, ele pode ter seu ambiente em Jerusalém, ou outra cidade da Palestina. Se a exemplo de Cullmann,2 preferirmos uma data depois de 70, ele propõe 80, fica difícil indicar um local preciso como ele mesmo admite3.
Quanto à autoria, apesar das divergências entre os estudiosos – principalmente quanto ao problema sinótico – existem fortes indicações que ligam o texto do Evangelho a Mateus, o apóstolo. Sem dúvida o escritor era alguém que conhecia as línguas grega e semítica, como pode ser inferido a partir da leitura.
Enfoques do Trimestre
Durante este trimestre estaremos enfatizando que a promessa do Messias contida no Antigo Testamento encontrou seu cumprimento em Jesus, o Filho de Davi. Esta ênfase está escudada no próprio texto. "O autor se refere à Escritura pelo menos em 130 passagens; destas, 43 são citações precisas... Suas citações da Escritura são feitas à maneira judaica, respeitando às vezes até a letra dos textos."4 Isso demonstra a intimidade que ele tinha com o Antigo Testamento, do qual se revela profundo conhecedor.
O Messias de Deus veio, e o Seu Reino estabeleceu. Os discípulos somos participantes deste Reino, que em Mateus é trinta e uma vezes chamado de Reino dos Céus, contra quatro vezes para Reino de Deus. Esta forma de chamar o Reino é possivelmente para evitar a menção ao nome do Senhor, tão cara aos judeus, a quem o Evangelho era dirigido em princípio.
Desafios Para o Homem Moderno
O Evangelho, segundo Mateus, nos desafia a uma vida inserida no Reino de Deus. Essa inserção, nos faz viver os ensinos de Jesus Cristo neste mundo de forma a produzir nele transformações.
As transformações a serem produzidas no mundo, são experimentadas pelo discípulo, e pela Igreja. A forma de pensar, agir, e ver as coisas passam a ser determinadas pelos padrões éticos ensinados por Jesus, e por Ele demonstrados.
O amor não deve ser apenas um sentimento, ele passa a ser motivação e aferidor do nosso procedimento.
* O Pr. Alfrêdo Oliveira Silva é natural de Feira de Santana – Bahia, casado com a Professora Lídia Souto de Moraes Oliveira Silva e pai de Anália Moraes Oliveira; Bacharel em Teologia (com concentração na área Pastoral-Missiológica, 1995), Mestre em Teologia (com especialização na área Bíblica – Novo Testamento, 1999), pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. Atualmente é Professor no STBNB (Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil) e na AMESPE (Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco). Leciona várias disciplinas, entre elas: Teologia dos Princípios Batistas, Teologia Bíblica do NT, Introdução Bíblica, Novo Testamento, Exegese Bíblica do NT, Fundamentos Evangelização e Missões Governo da Igreja.
1 D. A. CARSON; Douglas J. MOO; Leon MORRIS. Introdução ao Novo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 1997. p. 90.
2 Oscar CULLMANN. A Formação do Novo Testamento. 6ª edição. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1996. p.27
3 Oscar CULLMANN idem.
4 LEITURA do Evangelho de Mateus. Vários autores. Tradução Benoni Lemos. São Paulo: Edições Paulinas, 1985. Cadernos Bíblicos – 12. p.17
Nas Escrituras Sagradas, encontramos quatro evangelhos que representam pontos de vistas, a partir dos quais, a vida, morte e ressurreição do Senhor, foram contados. Dentre eles, os três primeiros são chamados sinóticos em virtude da semelhança que apresentam. Neste trimestre, estaremos estudando o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Mateus, também conhecido como o Evangelho do Reino.
Data, Local e Autor do Evangelho
Para entendermos melhor qualquer texto, convém uma referência aos seus aspectos bibliográficos.
Com relação ao Evangelho segundo Mateus, existe um consenso estabelecido desde os pais apostólicos, que ele teria sido escrito "... antes de 70, com maior probabilidade durante os anos 60".1 Posteriormente, até quando esta data foi questionada, o Evangelho continuou situado dentro do primeiro século.
Sendo escrito no ano 60 dC, ele pode ter seu ambiente em Jerusalém, ou outra cidade da Palestina. Se a exemplo de Cullmann,2 preferirmos uma data depois de 70, ele propõe 80, fica difícil indicar um local preciso como ele mesmo admite3.
Quanto à autoria, apesar das divergências entre os estudiosos – principalmente quanto ao problema sinótico – existem fortes indicações que ligam o texto do Evangelho a Mateus, o apóstolo. Sem dúvida o escritor era alguém que conhecia as línguas grega e semítica, como pode ser inferido a partir da leitura.
Enfoques do Trimestre
Durante este trimestre estaremos enfatizando que a promessa do Messias contida no Antigo Testamento encontrou seu cumprimento em Jesus, o Filho de Davi. Esta ênfase está escudada no próprio texto. "O autor se refere à Escritura pelo menos em 130 passagens; destas, 43 são citações precisas... Suas citações da Escritura são feitas à maneira judaica, respeitando às vezes até a letra dos textos."4 Isso demonstra a intimidade que ele tinha com o Antigo Testamento, do qual se revela profundo conhecedor.
O Messias de Deus veio, e o Seu Reino estabeleceu. Os discípulos somos participantes deste Reino, que em Mateus é trinta e uma vezes chamado de Reino dos Céus, contra quatro vezes para Reino de Deus. Esta forma de chamar o Reino é possivelmente para evitar a menção ao nome do Senhor, tão cara aos judeus, a quem o Evangelho era dirigido em princípio.
Desafios Para o Homem Moderno
O Evangelho, segundo Mateus, nos desafia a uma vida inserida no Reino de Deus. Essa inserção, nos faz viver os ensinos de Jesus Cristo neste mundo de forma a produzir nele transformações.
As transformações a serem produzidas no mundo, são experimentadas pelo discípulo, e pela Igreja. A forma de pensar, agir, e ver as coisas passam a ser determinadas pelos padrões éticos ensinados por Jesus, e por Ele demonstrados.
O amor não deve ser apenas um sentimento, ele passa a ser motivação e aferidor do nosso procedimento.
* O Pr. Alfrêdo Oliveira Silva é natural de Feira de Santana – Bahia, casado com a Professora Lídia Souto de Moraes Oliveira Silva e pai de Anália Moraes Oliveira; Bacharel em Teologia (com concentração na área Pastoral-Missiológica, 1995), Mestre em Teologia (com especialização na área Bíblica – Novo Testamento, 1999), pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. Atualmente é Professor no STBNB (Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil) e na AMESPE (Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco). Leciona várias disciplinas, entre elas: Teologia dos Princípios Batistas, Teologia Bíblica do NT, Introdução Bíblica, Novo Testamento, Exegese Bíblica do NT, Fundamentos Evangelização e Missões Governo da Igreja.
1 D. A. CARSON; Douglas J. MOO; Leon MORRIS. Introdução ao Novo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 1997. p. 90.
2 Oscar CULLMANN. A Formação do Novo Testamento. 6ª edição. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1996. p.27
3 Oscar CULLMANN idem.
4 LEITURA do Evangelho de Mateus. Vários autores. Tradução Benoni Lemos. São Paulo: Edições Paulinas, 1985. Cadernos Bíblicos – 12. p.17
O Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas
Introdução
Os cristãos reconhecem na Bíblia como única regra de fé e prática. Esse status deve-se à compreensão de que ela foi inspirada, revelada e preservada pelo próprio Deus.
Nas Escrituras Sagradas, encontramos quatro evangelhos que registram a vida terrena de Jesus Cristo, seu nascimento, vida, morte e ressurreição. Esses evangelhos constituem-se em quatro percepções do Evangelho de Jesus Cristo.
Os três primeiros evangelhos são chamados sinóticos em virtude da semelhança que apresentam entre si, e no estudo do Novo Testamento essa matéria é tratada como "O Problema Sinótico". O nosso foco neste artigo é o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas que conforme atesta Carson "é o livro mais longo do Novo Testamento e inclui boa quantidade de informações não encontradas em outros textos."1. Sem mencionar a beleza e o estilo refinado do autor.
Data, Local e Autor do Evangelho
Datar uma obra antiga é sempre um desafio, e no caso do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas, temos os relatos da História da Igreja, que registra o testemunho cristão ao longo dos séculos. "Os períodos considerados possíveis como data do evangelho de Lucas são: 1) 59-63 d.C. e 2) as décadas de 70 ou de 80"2 Essa variação quanto à data deve-se as diferentes percepções do problema sinótico, que contemplam as relações entre este evangelho e os demais sinóticos, especialmente o de Marcos.
Para exemplificar a relação entre Lucas-Marcos, apresentamos o quadro contido no livro Teologia do Novo Testamento3:
A. Novo Material
B. Material de Marcos
1. Lc 1,1-4, 30
2.
Lc 4,31-34 = Mc 1,21-29
3.Lc 5,1-11
4.
Lc 5,12-6, 19 = Mc 1,40-3,19
5. Lc 6,20-8,3
6.
Lc 8,4-9,50 = Mc 4,1-25; 3,31-35; 4,35-6,44; 8,27-9,40
7. Lc 9,51-18,14
8.
Lc 18, 15-43 = Mc 10,13-52
9. Lc 19,1-28
10.
Lc 19,29-38 = Mc 11,1-10
11.
Lc 19,45-22,13 = Mc 11,15-14,16
12. Lc 22,14-24
Entre os possíveis locais de composição menciona-se Roma, Acaia, Éfeso e Cesaréia. "Esse evangelho, com suas designações pormenorizadas de locais da Palestina, parecia ter em mente leitores não familiarizados com aquela terra. Antioquia, Acaia e Éfeso são destinações possíveis"4 O local de destino relaciona-se ao endereço de Teófilo que não é explicitado.
Se considerarmos apenas as evidências internas, os Evangelhos, inclusive o terceiro, são anônimos. Isto é, não trazem indicação de autoria. Mas, o testemunho cristão primitivo associa esse evangelho a Lucas, bem como o livro de Atos, igualmente endereçado a Teófilo.
Abordando a autoria, Carson registra o testemunho do herege Marcião, perto do fim do século II, que embora não seja referência doutrinária, nada desabona o seu testemunho quanto à datação da obra. Outros testemunhos como o do Cânon Muratoriano, de . Irineu e Tertuliano que dão como certa a autoria lucana do terceiro evangelho5
Cullmann chama a atenção para a apresentação que aponta para uma pessoa metódica que criteriosamente organizou sua obra, fazendo uso de termos clássicos ao contrário dos barbarismos e neologismos dos outros evangelistas6.
Enfoques...
O Dr. John Barry Dyer ao apresentar o tema do trimestre na Revista Atitude7 do segundo trimestre de 2007 apresenta as ênfases do Evangelho Segundo Lucas, assim distribuídas: Jesus, o perfeito ser humano; Jesus e o sofrimento humano; Jesus e os perdidos; Parábolas e milagres; Jesus, vitorioso sobre a morte; A exaltação de Jesus e o Espírito Santo.
O Dr. Dyer destaca a identificação de Jesus Cristo com o ser humano em toda a sua complexidade. Essa abordagem deve ser bem refletida, especialmente em um contexto cultural, como o brasileiro, em que para muitos a figura percebida como Jesus Cristo está desencarnada do dia a dia das pessoas, inclusive dos cristãos. Lucas apresenta-nos não apenas uma tema abstrato para reflexão, ou um Jesus para menções litúrgicas, mas um ser humano que com os humanos está identificado. Toda forma desumana, e desumanizadora de existir, é uma afronta a Jesus Cristo,e uma afronta ao Evangelho.
Outro enfoque que deve ser resgatado no estudo do terceiro evangelho é a ênfase missionária, e a preocupação de Deus com a raça humana. O Dr. Timóteo Carriker referindo-se aos livros de Lucas-Atos, assevera "a apresentação mais clara da missão universal da igreja em todo o Novo Testamento."8
Carriker lembra que em Lucas, Jesus Cristo não é apresentado como um descendente de Abraão, mas como um descendente de Adão (Lucas 3.23-38), e logo irmão de todos os seres humanos. Outra contribuição relevante é a demonstração de que Jesus Cristo quebrou várias barreiras9.
Geográficas (4.31, 38, 42, 43, 44)
Sociais: fariseu (7.36; 11.37; 14.1), mulher pecadora (7.36-50), publicanos (5.27-32), coletor de impostos (19.1-10), pobres e oprimidos (4.18; 7.41-43; 11.5-8), ricos , mulheres.
Culturais e religiosas: samaritanos (10.29-37), leprosos (17.11-19), centurião romano (7.9),
A ênfase missionária está presente também no final do evangelho (24.48) onde os existe a afirmação do ser testemunha. Em sua obra Lucas expõe sua metodologia (1.1-4) ele utilizou três fontes: várias narrações compostas antes dele, informações colhidas junto a testemunhas oculares, e a tradição oral das pregações apostólicas.10 Todas essas fontes colaboraram para que o testemunho do Evangelho de Jesus Cristo atravessasse os séculos.
Desafios Para o Homem Moderno
O Evangelho Segundo Lucas apresenta vários desafios para a atualidade, entre eles mencionamos.
A utilização da inteligência dada por Deus. No primeiro capítulo Lucas afirma que existiam outros relatos, e que ele resolveu pesquisar e escrever um relato cuidadoso e em ordem para o Exmo. Teófilo. Nesses dias em que a mediocridade e o misticismo cego têm ocupado lugar na religiosidade evangélica, convém lembrar que Deus nos fez seres pensantes e que a nossa inteligência e racionalidade devem ser usadas inclusive na adoração.
A quebra de barreiras – Ao quebrar as barreiras Jesus desfez todas as distâncias existentes entre os segmentos sociais dos seus dias. Em uma sociedade cheia de preconceitos e discriminação, os cristão precisam agir fraternamente uns com os outros, e com o próximo, e também com os não batizados.
Que o Espírito Santo de Deus ilumine o nosso espírito par a que estudo do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas, nos ajude a amadurecer e viver a cada dia a fé cristã. Amém!
* O Pr. Alfrêdo Oliveira Silva é natural de Feira de Santana – Bahia, casado com a Professora Lídia Souto de Moraes Oliveira Silva; e pai de Anália Moraes Oliveira. É Bacharel em Teologia (com concentração na área Pastoral-Missiológica – 1995), e Mestre em Teologia (com especialização na área Bíblica – Novo Testamento – 1999), pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB). Atualmente mora em Recife-PE, onde leciona no STBNB e na Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco (AMESPE), é membro da Coordenadoria de Desenvolvimento Cristão Convenção Batista de Pernambuco (CDCCBPE), e membro da Igreja Batista da Capunga em Recife-PE.
1CARSON, D. A.; MOO, D. J.; MORRIS, L. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997. p. 123
2Bíblia de Estudo NVI/ organizador geral Kenneth Barker; co-organizadores Donald Burdick... [et al.] São Paulo: Editora Vida, 2003 p. 1717
3 JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento: a pregação de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1977. p. 68
4Bíblia de Estudo NVI Idem p. 1718
5 CARSON idem. p. 125
6CULLMANN, Oscar. A Formação do Novo Testamento. 6ª edição. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1996. p.35
7Revista Atitude, Escola Bíblica Dominical, Ano XV – Abr. Mai. Jun. 2007, p. 5
8CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral. Uma Teologia Bíblica. São Paulo: Editora SEPAL, 1992. p. 201
9CARRIKER, C. Timóteo. Missões Na Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1992. p. 25ss
10CULLMANN, Oscar. idem p.34
Os cristãos reconhecem na Bíblia como única regra de fé e prática. Esse status deve-se à compreensão de que ela foi inspirada, revelada e preservada pelo próprio Deus.
Nas Escrituras Sagradas, encontramos quatro evangelhos que registram a vida terrena de Jesus Cristo, seu nascimento, vida, morte e ressurreição. Esses evangelhos constituem-se em quatro percepções do Evangelho de Jesus Cristo.
Os três primeiros evangelhos são chamados sinóticos em virtude da semelhança que apresentam entre si, e no estudo do Novo Testamento essa matéria é tratada como "O Problema Sinótico". O nosso foco neste artigo é o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas que conforme atesta Carson "é o livro mais longo do Novo Testamento e inclui boa quantidade de informações não encontradas em outros textos."1. Sem mencionar a beleza e o estilo refinado do autor.
Data, Local e Autor do Evangelho
Datar uma obra antiga é sempre um desafio, e no caso do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas, temos os relatos da História da Igreja, que registra o testemunho cristão ao longo dos séculos. "Os períodos considerados possíveis como data do evangelho de Lucas são: 1) 59-63 d.C. e 2) as décadas de 70 ou de 80"2 Essa variação quanto à data deve-se as diferentes percepções do problema sinótico, que contemplam as relações entre este evangelho e os demais sinóticos, especialmente o de Marcos.
Para exemplificar a relação entre Lucas-Marcos, apresentamos o quadro contido no livro Teologia do Novo Testamento3:
A. Novo Material
B. Material de Marcos
1. Lc 1,1-4, 30
2.
Lc 4,31-34 = Mc 1,21-29
3.Lc 5,1-11
4.
Lc 5,12-6, 19 = Mc 1,40-3,19
5. Lc 6,20-8,3
6.
Lc 8,4-9,50 = Mc 4,1-25; 3,31-35; 4,35-6,44; 8,27-9,40
7. Lc 9,51-18,14
8.
Lc 18, 15-43 = Mc 10,13-52
9. Lc 19,1-28
10.
Lc 19,29-38 = Mc 11,1-10
11.
Lc 19,45-22,13 = Mc 11,15-14,16
12. Lc 22,14-24
Entre os possíveis locais de composição menciona-se Roma, Acaia, Éfeso e Cesaréia. "Esse evangelho, com suas designações pormenorizadas de locais da Palestina, parecia ter em mente leitores não familiarizados com aquela terra. Antioquia, Acaia e Éfeso são destinações possíveis"4 O local de destino relaciona-se ao endereço de Teófilo que não é explicitado.
Se considerarmos apenas as evidências internas, os Evangelhos, inclusive o terceiro, são anônimos. Isto é, não trazem indicação de autoria. Mas, o testemunho cristão primitivo associa esse evangelho a Lucas, bem como o livro de Atos, igualmente endereçado a Teófilo.
Abordando a autoria, Carson registra o testemunho do herege Marcião, perto do fim do século II, que embora não seja referência doutrinária, nada desabona o seu testemunho quanto à datação da obra. Outros testemunhos como o do Cânon Muratoriano, de . Irineu e Tertuliano que dão como certa a autoria lucana do terceiro evangelho5
Cullmann chama a atenção para a apresentação que aponta para uma pessoa metódica que criteriosamente organizou sua obra, fazendo uso de termos clássicos ao contrário dos barbarismos e neologismos dos outros evangelistas6.
Enfoques...
O Dr. John Barry Dyer ao apresentar o tema do trimestre na Revista Atitude7 do segundo trimestre de 2007 apresenta as ênfases do Evangelho Segundo Lucas, assim distribuídas: Jesus, o perfeito ser humano; Jesus e o sofrimento humano; Jesus e os perdidos; Parábolas e milagres; Jesus, vitorioso sobre a morte; A exaltação de Jesus e o Espírito Santo.
O Dr. Dyer destaca a identificação de Jesus Cristo com o ser humano em toda a sua complexidade. Essa abordagem deve ser bem refletida, especialmente em um contexto cultural, como o brasileiro, em que para muitos a figura percebida como Jesus Cristo está desencarnada do dia a dia das pessoas, inclusive dos cristãos. Lucas apresenta-nos não apenas uma tema abstrato para reflexão, ou um Jesus para menções litúrgicas, mas um ser humano que com os humanos está identificado. Toda forma desumana, e desumanizadora de existir, é uma afronta a Jesus Cristo,e uma afronta ao Evangelho.
Outro enfoque que deve ser resgatado no estudo do terceiro evangelho é a ênfase missionária, e a preocupação de Deus com a raça humana. O Dr. Timóteo Carriker referindo-se aos livros de Lucas-Atos, assevera "a apresentação mais clara da missão universal da igreja em todo o Novo Testamento."8
Carriker lembra que em Lucas, Jesus Cristo não é apresentado como um descendente de Abraão, mas como um descendente de Adão (Lucas 3.23-38), e logo irmão de todos os seres humanos. Outra contribuição relevante é a demonstração de que Jesus Cristo quebrou várias barreiras9.
Geográficas (4.31, 38, 42, 43, 44)
Sociais: fariseu (7.36; 11.37; 14.1), mulher pecadora (7.36-50), publicanos (5.27-32), coletor de impostos (19.1-10), pobres e oprimidos (4.18; 7.41-43; 11.5-8), ricos , mulheres.
Culturais e religiosas: samaritanos (10.29-37), leprosos (17.11-19), centurião romano (7.9),
A ênfase missionária está presente também no final do evangelho (24.48) onde os existe a afirmação do ser testemunha. Em sua obra Lucas expõe sua metodologia (1.1-4) ele utilizou três fontes: várias narrações compostas antes dele, informações colhidas junto a testemunhas oculares, e a tradição oral das pregações apostólicas.10 Todas essas fontes colaboraram para que o testemunho do Evangelho de Jesus Cristo atravessasse os séculos.
Desafios Para o Homem Moderno
O Evangelho Segundo Lucas apresenta vários desafios para a atualidade, entre eles mencionamos.
A utilização da inteligência dada por Deus. No primeiro capítulo Lucas afirma que existiam outros relatos, e que ele resolveu pesquisar e escrever um relato cuidadoso e em ordem para o Exmo. Teófilo. Nesses dias em que a mediocridade e o misticismo cego têm ocupado lugar na religiosidade evangélica, convém lembrar que Deus nos fez seres pensantes e que a nossa inteligência e racionalidade devem ser usadas inclusive na adoração.
A quebra de barreiras – Ao quebrar as barreiras Jesus desfez todas as distâncias existentes entre os segmentos sociais dos seus dias. Em uma sociedade cheia de preconceitos e discriminação, os cristão precisam agir fraternamente uns com os outros, e com o próximo, e também com os não batizados.
Que o Espírito Santo de Deus ilumine o nosso espírito par a que estudo do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas, nos ajude a amadurecer e viver a cada dia a fé cristã. Amém!
* O Pr. Alfrêdo Oliveira Silva é natural de Feira de Santana – Bahia, casado com a Professora Lídia Souto de Moraes Oliveira Silva; e pai de Anália Moraes Oliveira. É Bacharel em Teologia (com concentração na área Pastoral-Missiológica – 1995), e Mestre em Teologia (com especialização na área Bíblica – Novo Testamento – 1999), pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB). Atualmente mora em Recife-PE, onde leciona no STBNB e na Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco (AMESPE), é membro da Coordenadoria de Desenvolvimento Cristão Convenção Batista de Pernambuco (CDCCBPE), e membro da Igreja Batista da Capunga em Recife-PE.
1CARSON, D. A.; MOO, D. J.; MORRIS, L. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997. p. 123
2Bíblia de Estudo NVI/ organizador geral Kenneth Barker; co-organizadores Donald Burdick... [et al.] São Paulo: Editora Vida, 2003 p. 1717
3 JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento: a pregação de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1977. p. 68
4Bíblia de Estudo NVI Idem p. 1718
5 CARSON idem. p. 125
6CULLMANN, Oscar. A Formação do Novo Testamento. 6ª edição. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1996. p.35
7Revista Atitude, Escola Bíblica Dominical, Ano XV – Abr. Mai. Jun. 2007, p. 5
8CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral. Uma Teologia Bíblica. São Paulo: Editora SEPAL, 1992. p. 201
9CARRIKER, C. Timóteo. Missões Na Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1992. p. 25ss
10CULLMANN, Oscar. idem p.34
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